Certidão de nascimento, certidão de casamento, histórico escolar, diploma — praticamente todo processo migratório envolve documentos emitidos originalmente em português. E aqui mora um erro comum: nem toda tradução serve para o USCIS.
Qual a diferença entre tradução simples e tradução certificada?
Uma tradução simples é feita por qualquer pessoa fluente nos dois idiomas, sem nenhuma declaração formal de exatidão. Já a tradução certificada vem acompanhada de uma declaração assinada pelo tradutor (ou empresa de tradução), afirmando que a tradução é completa e precisa, e que o tradutor é competente para traduzir do idioma de origem para o inglês.
O USCIS exige que qualquer documento em outro idioma, submetido como parte de uma petição ou aplicação, venha acompanhado de uma tradução certificada para o inglês — junto com uma cópia do documento original.
Por que isso importa tanto?
- Documentos sem tradução certificada podem gerar pedidos de evidência adicional (RFE), atrasando o processo;
- Traduções malfeitas ou incompletas podem gerar inconsistências entre o documento original e a versão traduzida;
- Nomes, datas e informações precisam estar formatados de forma consistente com o restante da petição.
Quem pode fazer a tradução certificada?
Diferente do que muita gente pensa, a tradução certificada não precisa ser feita por um tradutor juramentado no sentido usado no Brasil — o USCIS aceita a certificação de qualquer pessoa competente nos dois idiomas, desde que a declaração de exatidão acompanhe o documento. Ainda assim, contar com quem já tem experiência específica em documentos para fins imigratórios ajuda a evitar erros de formatação e inconsistências.
Considerações finais
Pode parecer um detalhe burocrático, mas a tradução certificada é um dos pontos que mais geram atraso desnecessário em processos migratórios. Vale a pena cuidar dela com atenção desde o início.
Este conteúdo é informativo e de caráter geral e não substitui aconselhamento jurídico profissional.
